A Ordem dos Fisioterapeutas, representada pelo Bastonário António Lopes, participou, no dia 9 de outubro, em Coimbra, no encontro em que as Ordens Profissionais da Saúde assumiram um compromisso conjunto para a Declaração de Coimbra 2026 — Saúde dos Profissionais na Governação dos Sistemas de Saúde.
Este compromisso, que será formalizado com a subscrição da Declaração, visa colocar a saúde e o bem-estar dos profissionais entre as prioridades da governação, da qualidade e da sustentabilidade das organizações e dos sistemas de saúde.
Promovida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, com o apoio da Unidade Local de Saúde de Coimbra, a iniciativa decorreu no âmbito do Fórum Estratégico «Trabalho e Profissionais no Setor da Saúde | Governação, Bem-Estar e Sustentabilidade», integrado no 7.º Congresso Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Realizado na véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, assinalado a 10 de outubro, o encontro reforçou a importância de criar condições de trabalho que protejam a saúde e o bem-estar dos profissionais, reconhecendo que essa responsabilidade não pode depender apenas da capacidade individual de cada pessoa para responder às exigências do trabalho.
A Declaração reconhece que cuidar da saúde e do bem-estar dos profissionais exige uma responsabilidade partilhada e uma intervenção sobre as condições em que trabalham. Para concretizar esta visão, estabelece cinco compromissos:
- Integrar a saúde dos profissionais na governação;
- Conhecer, medir e acompanhar as condições e a qualidade do trabalho;
- Prevenir através da organização e da transformação do trabalho;
- Desenvolver lideranças e culturas de trabalho saudáveis;
- Transformar a evidência em responsabilidade e ação.
Entre as prioridades estão a avaliação regular dos riscos psicossociais, acompanhada de planos de ação e monitorização dos resultados, e a melhoria de fatores como a carga de trabalho, os recursos disponíveis, a autonomia, a liderança, o reconhecimento e a conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar.
O documento apela à ação dos decisores políticos, das organizações de saúde e suas lideranças, das Ordens profissionais, das instituições académicas e científicas e dos próprios profissionais, reconhecendo a saúde de quem cuida como uma condição essencial para a qualidade dos cuidados e a sustentabilidade dos sistemas de saúde.