Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas participa em audiência do CNOP com o Presidente da República

O Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, participou, esta quarta-feira, na audiência concedida pelo Presidente da República ao Conselho Nacional das Ordens Profissionais, no Palácio de Belém. 

A audiência reuniu representantes das ordens profissionais que integram o CNOP e permitiu apresentar cumprimentos ao Presidente da República, bem como abordar matérias relevantes para as profissões reguladas e autorreguladas de interesse público. 

Entre os temas em destaque estiveram o 2.º Fórum das Ordens Profissionais, dedicado à inteligência artificial e à reforma do sistema de saúde, a representação das profissões liberais no Conselho Económico e Social e as relações entre as Ordens Profissionais e os respetivos Ministérios de tutela. 

O encontro permitiu ainda reforçar as relações de cooperação institucional entre a Presidência da República, o CNOP e as vinte Ordens Profissionais que o integram, representativas de mais de quinhentos mil profissionais qualificados. 

A participação da Ordem dos Fisioterapeutas nesta audiência enquadra-se no trabalho de representação institucional e de articulação com as restantes ordens profissionais em matérias relevantes para as profissões reguladas e para a sociedade. 

Ordem dos Fisioterapeutas debate desafios dos registos clínicos e da ontologia da fisioterapia

A Ordem dos Fisioterapeutas realizou uma reunião de trabalho dedicada aos desafios associados à recolha, estruturação e utilização de dados em saúde, num contexto de crescente exigência em matéria de interoperabilidade, qualidade da informação, segurança dos dados e integração de soluções baseadas em inteligência artificial. 
A reunião contou com a participação do Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Manuel Fernandes Lopes, do Coordenador do Gabinete de Estudos, Prospetiva e Planeamento (GEPP), Nuno Cordeiro, e do Professor Doutor Mário Macedo, na qualidade de responsável pela Comissão Setorial para a Saúde (CS/09) do Sistema Português da Qualidade, no âmbito do Instituto Português da Qualidade (IPQ). 
Durante o encontro foram analisados modelos de complexidade e exigência dos registos em saúde, bem como os requisitos necessários para assegurar a consistência semântica, a rastreabilidade e a reutilização da informação clínica. A reflexão desenvolvida evidenciou importantes convergências com o trabalho que a Ordem dos Fisioterapeutas tem vindo a promover na definição de uma matriz de registo profissional orientada para o exercício da fisioterapia e para a futura implementação da ontologia própria da profissão. 
A discussão permitiu ainda aprofundar os desafios colocados pela transformação digital da saúde, nomeadamente no que respeita à qualidade dos dados, à governação da informação, à utilização de inteligência artificial e à necessidade de adoção de referenciais conceptuais robustos que assegurem a representação adequada da intervenção dos fisioterapeutas. 
Esta iniciativa enquadra-se no compromisso da Ordem dos Fisioterapeutas com o desenvolvimento de instrumentos que reforcem a qualidade dos registos profissionais, promovam a produção de conhecimento e contribuam para a evolução dos sistemas de informação em saúde, em alinhamento com o melhor estado da arte nacional e internacional. 

Ordem dos Fisioterapeutas em audição na Assembleia Legislativa da Madeira

O Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, participou esta terça-feira, por videoconferência, numa audição parlamentar da 5.ª Comissão Especializada Permanente de Saúde e Proteção Civil da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

A audição incidiu sobre as alterações introduzidas pelas Portarias n.os 190/2026 e 191/2026, de 30 de abril, aos procedimentos de referenciação e prescrição de cuidados de Medicina Física e de Reabilitação.

A participação da Ordem dos Fisioterapeutas surge na sequência do acompanhamento que tem vindo a ser feito sobre esta matéria, nomeadamente após as reuniões institucionais realizadas na Região Autónoma da Madeira, nos dias 11 e 12 de junho, com a Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil e com vários grupos parlamentares.

Na audição, o Bastonário reiterou a posição da Ordem dos Fisioterapeutas quanto à necessidade de assegurar uma resposta em Fisioterapia mais acessível, adequada e centrada nas necessidades dos utentes, valorizando a autonomia técnico-científica dos fisioterapeutas e o seu contributo para o sistema de saúde.

Sublinhou ainda que, no atual enquadramento legal, os serviços de Fisioterapia podem e devem ser solicitados por referenciação de qualquer médico, independentemente da sua especialidade, cabendo aos fisioterapeutas a responsabilidade pela conceção, planeamento, aplicação, avaliação e ajustamento da sua intervenção.

Foi igualmente manifestada preocupação com a reversão do modelo anteriormente em vigor na Região Autónoma da Madeira, em que era possível a referenciação para Fisioterapia por médicos de várias especialidades, por representar um retrocesso face à evolução dos modelos de prestação de cuidados e à utilização racional dos recursos humanos existentes.

Entre as preocupações assinaladas estiveram ainda o risco de duplicação de consultas médicas, a eventual perda do direito ao reembolso de despesas de saúde e o impacto clínico, social e económico do adiamento do início dos tratamentos.

A Ordem continuará a acompanhar a evolução desta matéria, em articulação com a Direção Regional da Madeira e com as entidades competentes, mantendo a sua disponibilidade para contribuir para soluções que melhorem o acesso da população aos cuidados de Fisioterapia.

Ordem dos Fisioterapeutas reúne com Entidade Reguladora da Saúde

A Ordem dos Fisioterapeutas reuniu esta segunda-feira com a Entidade Reguladora da Saúde, nas instalações da ERS, no Porto.

A reunião contou com a presença do Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, acompanhado pelo Coordenador do Gabinete de Estudos, Prospetiva e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas, Nuno Cordeiro, e do Conselho de Administração da ERS.

Foram abordados temas relevantes para a atividade dos fisioterapeutas e para a prestação de cuidados de Fisioterapia, incluindo o licenciamento e os requisitos mínimos aplicáveis aos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde de fisioterapia, bem como a crescente utilização da inteligência artificial na prestação desta tipologia de cuidados, num quadro de garantia da qualidade, da segurança, do rigor técnico e da proteção dos direitos dos utentes.

A Ordem dos Fisioterapeutas e a Entidade Reguladora da Saúde reafirmaram o compromisso de continuar a trabalhar em estreita cooperação, em prol da qualidade e da segurança dos cuidados prestados.

Ordem aprova parecer sobre utilização de inteligência artificial e tecnologias digitais na prestação de cuidados de Fisioterapia

A Ordem dos Fisioterapeutas aprovou o Parecer 0001.2026.P.B — Utilização de Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais na Prestação de Cuidados de Fisioterapia.
O parecer estabelece que a evolução tecnológica, incluindo soluções digitais, telessaúde e inteligência artificial, pode reforçar a acessibilidade, a monitorização e a continuidade dos cuidados de Fisioterapia.
A adoção destas tecnologias deve respeitar a natureza própria da Fisioterapia, preservando a qualidade, a segurança, a autonomia técnico-científica e a responsabilidade profissional.
O documento sublinha que a tecnologia deve assistir e complementar a intervenção do fisioterapeuta, mas não pode substituir a sua avaliação, o juízo clínico, a definição de objetivos, o planeamento, a monitorização e a decisão sobre a adequação dos cuidados.
Qualquer modelo que integre tecnologia digital ou inteligência artificial deve assegurar supervisão profissional identificável, responsabilidades claras, proteção de dados, segurança, referenciação adequada e equidade no acesso.
Esta posição aplica-se a modelos internos, convencionados, externalizados ou contratados em outsourcing, sempre que interfiram com atos, processos ou resultados próprios da Fisioterapia.
 

Ordem participa no FTP26 – IV Congresso Internacional de Fisioterapia, em Barcelona

O Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, participou no FTP26 – Congresso Internacional de Fisioterapia (https://www.ftp26.cat/es),  promovido pelo Col·legi de Fisioterapeutes de Catalunya, que decorreu em Barcelona, de 9 a 11 de julho.

A presença da Ordem integrou a cerimónia inaugural do Congresso e a mesa-redonda «Condiciones de ejercicio de la profesión en Europa», dedicada à análise dos diferentes modelos de exercício, regulação e desenvolvimento da profissão em vários países europeus.

Na sua intervenção, o Bastonário apresentou o enquadramento da Fisioterapia em Portugal enquanto profissão de saúde autónoma e autorregulada, as competências próprias dos fisioterapeutas, o modelo de acesso à profissão e alguns dos principais desafios que se colocam ao seu desenvolvimento.

Foram ainda abordadas matérias relacionadas com a formação, a mobilidade profissional, a regulação, o desenvolvimento das especialidades profissionais, a integração dos fisioterapeutas no sistema de saúde e a necessidade de uma maior harmonização europeia no exercício da profissão.

A participação no FTP26 incluiu também uma reunião institucional entre a Ordre MK, a Ordem dos Fisioterapeutas e o Consejo General de Colegios, dedicada à identificação de possíveis áreas de cooperação e de trabalho conjunto entre entidades representativas e reguladoras da Fisioterapia.

A presença da Ordem neste congresso reforça a participação da Fisioterapia portuguesa no debate europeu sobre a evolução, a regulação e o futuro da profissão, bem como o aprofundamento da colaboração institucional com organizações congéneres.

Concluiu a Licenciatura em Fisioterapia? O próximo passo é a inscrição na Ordem

A Ordem dos Fisioterapeutas atualizou a informação de apoio ao processo de inscrição, reunindo, numa única página, um guia passo a passo, as Perguntas Frequentes (FAQ’s) e os regulamentos aplicáveis – Regulamento de Inscrição e Regulamento de Quotas e Taxas -, para facilitar este momento a quem concluiu a Licenciatura em Fisioterapia e se prepara para iniciar o exercício profissional. 
Para quem concluiu a Licenciatura em Fisioterapia e se prepara para iniciar o seu percurso profissional, a inscrição na Ordem dos Fisioterapeutas constitui o passo seguinte. 
Com o objetivo de tornar esse processo mais claro e acessível, a Ordem disponibiliza, de forma sistematizada, a informação essencial sobre acesso à plataforma, documentação necessária e preenchimento do formulário. 
A Ordem recomenda a consulta prévia destes conteúdos antes do início do processo, de modo a facilitar o preenchimento do formulário e a submissão dos elementos necessários para se tornar membro da Ordem dos Fisioterapeutas.  

Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

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