Mensagem do Bastonário

Antônio Lopes

A Ordem dos Fisioterapeutas assinala sete anos desde a sua criação, num momento particularmente relevante para a consolidação da profissão e para o reforço da sua missão pública.

A criação da Ordem confirmou a autonomia da Fisioterapia e atribuiu-lhe uma responsabilidade clara: regular o acesso e o exercício da profissão de fisioterapeuta, em defesa dos interesses dos cidadãos, destinatários dos cuidados de Fisioterapia.

A Ordem existe porque o Estado reconheceu que a Fisioterapia tem identidade própria, conhecimento próprio, responsabilidade própria e impacto direto na saúde das pessoas. Existe para assegurar que o título profissional de fisioterapeuta corresponde a uma habilitação adequada e a uma inscrição válida. Existe para promover a qualidade, a segurança, a ética e a responsabilidade profissional. E existe, acima de tudo, para proteger os cidadãos.

Sete anos depois, a Ordem dos Fisioterapeutas encontra-se numa fase de maior maturidade institucional, com os seus órgãos nacionais e regionais constituídos e em funcionamento. Esta realidade permite reforçar a proximidade aos fisioterapeutas, aos cidadãos, às instituições e ao território, dando expressão nacional e regional à missão da Ordem.

O nosso compromisso mantém-se claro: afirmar a Fisioterapia como disciplina científica autónoma e profissão autorregulada, defender o título profissional de fisioterapeuta, combater o exercício ilegal e contribuir para a qualidade e segurança dos cuidados prestados nos diferentes contextos de intervenção.

A Fisioterapia deve ser reconhecida não apenas pelo número de atos ou sessões realizadas, mas pelo valor que acrescenta à vida das pessoas. O seu contributo expressa-se na melhoria da funcionalidade, na redução da dor e da incapacidade, na recuperação da autonomia, na prevenção de quedas, na capacidade respiratória e funcional, na participação social e na qualidade de vida.

Este é também o caminho para uma visão mais exigente e transformadora da organização dos cuidados de saúde: uma visão centrada nos resultados, na continuidade dos cuidados, na evidência científica, na responsabilidade profissional e no impacto real das intervenções junto dos cidadãos.

A Ordem continuará a trabalhar para que a Fisioterapia seja cada vez mais reconhecida pelo seu contributo específico para a saúde pública, para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para a proteção dos direitos das pessoas que procuram cuidados de Fisioterapia.

Esta missão é coletiva. Depende da responsabilidade da Ordem, mas também do contributo diário de cada fisioterapeuta, das instituições de ensino, das entidades prestadoras, dos decisores, dos parceiros institucionais e da sociedade.

O contributo individual de cada fisioterapeuta é decisivo e insubstituível.

Estou certo de que poderei continuar a contar com o empenho de todos para que, com os olhos postos no interesse dos cidadãos, a nossa profissão continue a afirmar-se com rigor, autonomia, responsabilidade e valor.

António Lopes
Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas

Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

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