A Ordem dos Fisioterapeutas assinala sete anos desde a sua criação, num momento particularmente relevante para a consolidação da profissão e para o reforço da sua missão pública.
A criação da Ordem confirmou a autonomia da Fisioterapia e atribuiu-lhe uma responsabilidade clara: regular o acesso e o exercício da profissão de fisioterapeuta, em defesa dos interesses dos cidadãos, destinatários dos cuidados de Fisioterapia.
A Ordem existe porque o Estado reconheceu que a Fisioterapia tem identidade própria, conhecimento próprio, responsabilidade própria e impacto direto na saúde das pessoas. Existe para assegurar que o título profissional de fisioterapeuta corresponde a uma habilitação adequada e a uma inscrição válida. Existe para promover a qualidade, a segurança, a ética e a responsabilidade profissional. E existe, acima de tudo, para proteger os cidadãos.
Sete anos depois, a Ordem dos Fisioterapeutas encontra-se numa fase de maior maturidade institucional, com os seus órgãos nacionais e regionais constituídos e em funcionamento. Esta realidade permite reforçar a proximidade aos fisioterapeutas, aos cidadãos, às instituições e ao território, dando expressão nacional e regional à missão da Ordem.
O nosso compromisso mantém-se claro: afirmar a Fisioterapia como disciplina científica autónoma e profissão autorregulada, defender o título profissional de fisioterapeuta, combater o exercício ilegal e contribuir para a qualidade e segurança dos cuidados prestados nos diferentes contextos de intervenção.
A Fisioterapia deve ser reconhecida não apenas pelo número de atos ou sessões realizadas, mas pelo valor que acrescenta à vida das pessoas. O seu contributo expressa-se na melhoria da funcionalidade, na redução da dor e da incapacidade, na recuperação da autonomia, na prevenção de quedas, na capacidade respiratória e funcional, na participação social e na qualidade de vida.
Este é também o caminho para uma visão mais exigente e transformadora da organização dos cuidados de saúde: uma visão centrada nos resultados, na continuidade dos cuidados, na evidência científica, na responsabilidade profissional e no impacto real das intervenções junto dos cidadãos.
A Ordem continuará a trabalhar para que a Fisioterapia seja cada vez mais reconhecida pelo seu contributo específico para a saúde pública, para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para a proteção dos direitos das pessoas que procuram cuidados de Fisioterapia.
Esta missão é coletiva. Depende da responsabilidade da Ordem, mas também do contributo diário de cada fisioterapeuta, das instituições de ensino, das entidades prestadoras, dos decisores, dos parceiros institucionais e da sociedade.
O contributo individual de cada fisioterapeuta é decisivo e insubstituível.
Estou certo de que poderei continuar a contar com o empenho de todos para que, com os olhos postos no interesse dos cidadãos, a nossa profissão continue a afirmar-se com rigor, autonomia, responsabilidade e valor.
António Lopes
Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas