Dia Nacional da Paralisia Cerebral: reforçar a inclusão e a autonomia

Assinalado a 20 de outubro, o Dia Nacional da Paralisia Cerebral foi instituído oficialmente em 2014 através da Resolução n.º 27/2014 da Assembleia da República. Este dia visa aumentar a consciencialização sobre os desafios enfrentados diariamente por pessoas com paralisia cerebral e pelas suas famílias, promovendo inclusão, respeito e a igualdade de oportunidades.

A paralisia cerebral resulta de uma lesão no sistema nervoso central, ocorrida nos primeiros anos de vida, que afeta a coordenação motora, a postura e o equilíbrio. Embora não seja uma condição progressiva, tem impacto permanente, afetando cerca de 2 em cada 1000 crianças. As intervenções precoces e contínuas, como a da Fisioterapia, podem melhorar a funcionalidade, a autonomia e a participação social das pessoas com esta condição.

A Fisioterapia desempenha um papel central na concretização dos direitos das pessoas com paralisia cerebral. Através de programas individualizados, o fisioterapeuta contribui para o desenvolvimento motor, a independência funcional e a qualidade de vida em todas as fases da vida.

A Ordem dos Fisioterapeutas associa-se a esta data, sublinhando a importação de eliminar barreiras físicas, sociais e culturais e de garantir que todas as pessoas com Paralisia Cerebral possam viver com dignidade, autonomia e oportunidades iguais.

Consulte a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que reforça o direito à reabilitação, à inclusão e à plena participação na sociedade.

Dia Mundial da Coluna 2025: Invista na sua Coluna, Invista na sua Saúde

O Dia Mundial da Coluna, assinalado a 16 de outubro, reforça o papel central da Fisioterapia músculo-esquelética na promoção da saúde e na prevenção de problemas na coluna vertebral.

Sob o tema “Invest in Your Spine” (“Invista na sua Coluna”), a campanha global da organização World Spine Day apela a um maior investimento na prevenção e na educação para a saúde da coluna, destacando o impacto das dores nas costas — principal causa de incapacidade em todo o mundo — e a importância de comportamentos e ambientes que favoreçam o movimento e a postura saudável.

Segundo dados da organização World Spine Day, a dor lombar afetou 619 milhões de pessoas em 2020 e estima-se que esse número aumente para 843 milhões até 2050, sendo a principal causa de incapacidade em todo o mundo. A dor lombar pode surgir em qualquer idade, com maior prevalência entre os 50 e 55 anos, e afeta especialmente as mulheres.

A Fisioterapia, especialmente a especialidade músculo-esquelética agora reconhecida, desempenha um papel essencial na prevenção, diagnóstico e tratamento de dores e disfunções da coluna, promovendo a mobilidade, o bem-estar e a qualidade de vida.

Os Fisioterapeutas atuam na promoção de hábitos saudáveis, na educação postural e ergonómica e na implementação de programas personalizados de reabilitação e exercício, ajustados às necessidades de cada pessoa e contexto.

A campanha “Invista na sua Coluna” incentiva cidadãos, comunidades e decisores políticos a adotarem medidas de prevenção e a criarem ambientes mais seguros e saudáveis, reforçando que investir na saúde da coluna é investir na mobilidade, na produtividade e na qualidade de vida das populações.

Saiba mais sobre a Fisioterapia Músculo-esqueléticas e sobre as diferentes especialidades da fisioterapia, neste artigo.

Dia Nacional de Luta Contra a Dor: Fisioterapia reforça o papel da prevenção

Dia Nacional de Luta Contra a Dor: Fisioterapia reforça o papel da prevenção

O Dia Nacional de Luta Contra a Dor, celebrado a 14 de outubro, tem como tema “Cuidados Preventivos na Dor Crónica” e é organizado oficialmente pela European Pain Federation (EFIC). Esta data visa aumentar a compreensão e a consciencialização sobre a dor crónica, condição que afeta 1 em cada 5 adultos na Europa, sendo a principal causa de procura de cuidados de saúde e de incapacidade.

A dor crónica é uma condição multidimensional, influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais, que limita a qualidade de vida, afeta a saúde mental e reduz a participação social. Apesar do seu impacto significativo, a prevenção continua a ser insuficiente, sendo crucial a intervenção precoce para evitar que a dor aguda se torne crónica e incapacitante.

Veja aqui o vídeo oficial da campanha 2025 da EFIC, centrado na importância da prevenção da dor crónica.

O papel central da Fisioterapia

A Fisioterapia surge como componente fundamental na prevenção e gestão da dor crónica. Os fisioterapeutas avaliam as causas funcionais da dor e intervêm antes que esta se torne incapacitante, promovendo:

  • Movimento e reeducação motora, reduzindo inflamação e rigidez;
  • Educação para autocuidado, ergonomia e exercício seguro;
  • Acompanhamento da reabilitação, garantindo o retorno à funcionalidade e melhoria da qualidade de vida.

Deste modo, a Fisioterapia não só alivia a dor, como também contribui para prevenção primária e secundária, reforçando a equidade em saúde e diminuindo o impacto económico da dor crónica, estimado em até 12 mil milhões de euros por ano na Europa.

A EFIC destaca que a prevenção é possível, eficaz e acessível, sendo necessária ação conjunta para reduzir o peso da dor crónica na sociedade.

Como exemplo de promoção da consciência sobre a importância do movimento na gestão da dor, reveja aqui o episódio dedicado a esta temática da campanha “+Saúde A Cada Movimento” da Ordem dos Fisioterapeutas.

Ordem dos Fisioterapeutas assinala o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes

No Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, assinalado a 13 de outubro, o United Nations Office for Disaster Risk Reduction reforça a importância de “Financiar a resiliência, não os desastres”, sublinhando a necessidade urgente de investir na prevenção e mitigação de riscos para evitar perdas humanas, sociais e económicas no futuro. Neste contexto, a Ordem dos Fisioterapeutas, destaca o papel da Fisioterapia na resposta humanitária e na recuperação das populações afetadas.

Num mundo cada vez mais vulnerável a fenómenos extremos, investir em prevenção, planeamento e capacitação profissional é investir em vidas. O “Relatório de Avaliação Global sobre Redução de Riscos de Desastres 2025”, das Nações Unidas, estima que os custos anuais diretos dos desastres ultrapassem os 202 mil milhões de dólares, mas que o impacto real possa ascender a 2,3 mil milhões de dólares por ano – um valor onze vezes superior ao registado oficialmente.

Apesar da magnitude destes números, o investimento na redução do risco de desastres (RRD) continua a ser insuficiente, quer nos orçamentos nacionais, quer na assistência internacional. A Organização das Nações Unidas apela, por isso, a uma mudança de paradigma: financiar a resiliência hoje para evitar pagar pelos desastres amanhã.

A Fisioterapia, enquanto ciência da saúde centrada no movimento e na recuperação funcional, tem um papel determinante na construção de sociedades mais resilientes, inclusivas e preparadas para enfrentar o inesperado.

Para além da intervenção clínica, a Fisioterapia contribui para a resiliência comunitária, apoiando equipas multidisciplinares em planos de preparação e resposta a catástrofes, garantindo que os cuidados de saúde e reabilitação se mantenham acessíveis e sustentáveis, mesmo em contextos de crise.

Como sublinhou o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, “a resiliência deve estar enraizada nas bases do desenvolvimento”, uma mensagem que ganha especial relevância num contexto global de emergência climática e desigualdade de recursos.

Promover a resiliência começa com pequenos gestos de preparação. Por isso, a Ordem dos Fisioterapeutas partilha o folheto informativo “Fisioterapia em Contexto de Emergência, com orientações simples para reforçar a segurança e autonomia das famílias em situações críticas.

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos 2025: “Cumprir a promessa — acesso universal aos cuidados paliativos”

Assinala-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado anualmente no segundo sábado de outubro. A efeméride é promovida pela World Hospice and Palliative Care Alliance (WHPCA) e, em 2025, decorre sob o tema “Achieving the Promise: Universal Access to Palliative Care”, reafirmando o compromisso global com o acesso equitativo a cuidados paliativos de qualidade em todas as fases da vida.

Mais de 60 milhões de pessoas — entre adultos e crianças — necessitam anualmente de cuidados paliativos, sendo que a maioria vive em países de baixo e médio rendimento. O tema deste ano retoma a resolução da Assembleia Mundial da Saúde de 2014 (principal órgão de decisão da OMS), que apelava ao reforço dos cuidados paliativos como componente essencial dos cuidados de saúde ao longo da vida, sublinhando a urgência de cumprir essa promessa.

A Ordem dos Fisioterapeutas associa-se a esta data, destacando o papel da profissão na promoção da dignidade, autonomia e qualidade de vida das pessoas com doença crónica, incurável ou em fim de vida.

  • A Fisioterapia é uma ferramenta essencial na promoção da independência funcional, da autonomia e do conforto do doente em cuidados paliativos.
  • Integrado na equipa interdisciplinar, o Fisioterapeuta desenvolve planos individualizados de intervenção para alívio da dor, gestão da fadiga, controlo da ansiedade e prevenção de complicações decorrentes do acamamento ou imobilização.
  • O Fisioterapeuta, como especialista em movimento, tem um contributo fundamental na conservação da dignidade e qualidade de vida de cada pessoa.
    Movimento é vida.

Leia o artigo completo sobre Fisioterapia em Cuidados Paliativos, publicado na revista Mais Magazine, aqui.

Dia Mundial da Saúde Mental: “Acesso aos Serviços – Saúde Mental em Catástrofes e Emergências”

O Dia Mundial da Saúde Mental assinala-se no dia 10 de outubro, instituído pela Federação Mundial da Saúde Mental (FMSM). Este ano, o tema definido pela World Federation for Mental Health (WFMH) centra-se em “Acesso aos Serviços – Saúde Mental em Catástrofes e Emergências”, destacando a importância de garantir cuidados adequados em contextos de crise. A Ordem dos Fisioterapeutas associa-se a esta data, sublinhando o contributo da Fisioterapia em Saúde Mental na promoção da saúde global e na melhoria da qualidade de vida.

A Fisioterapia em Saúde Mental é uma é uma área transversal e específica da Fisioterapia, que atua em diferentes ambientes de saúde, de saúde mental, de psiquiatria e de medicina psicossomática. Pode atuar nomeadamente na relação entre as perturbações somáticas e os problemas psicológicos (perturbações de sono, medo relacionado com a dor, stress psicológico e humor deprimido associado com uma condição clínica); na relação entre as perturbações mentais ligeiras e as principais doenças crónicas não transmissíveis (ansiedade e depressão moderada associada a doenças cardiovasculares e respiratórias, diabetes e cancro), na relação entre as perturbações somáticas e as perturbações ligeiras de saúde mental (a depressão associada à dor crónica, a perturbação de stress pós-traumático associada à fibromialgia e a ansiedade associada à doença pulmonar obstrutiva crónica) e na abordagem especializada das doenças mentais graves (depressão major, esquizofrenia, perturbações bipolares e comportamentos aditivos e dependências) em unidades/hospitais psiquiátricos.

Estudos recentes reforçam a evidência científica deste impacto. Uma meta-análise de 2022 concluiu que a prática regular de exercício físico – três vezes por semana, durante oito semanas — reduz significativamente os sintomas de depressão em adolescentes. Outra análise, que incluiu 27 estudos, demonstrou que níveis mais elevados de atividade física estão associados à melhoria dos sintomas de esquizofrenia. Entre a população sénior, o exercício aeróbico tem também mostrado benefícios consistentes na saúde mental e emocional.

A Ordem recomenda ainda a leitura do livro “Fisioterapia em Saúde Mental – A Experiência Informa a Evidência”, que conta com a participação do Grupo de Trabalho Fisioterapia em Saúde Mental, disponível aqui, como um recurso essencial para profissionais e estudantes da área.

Ao assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental, a Ordem dos Fisioterapeutas sublinha o compromisso da profissão com uma abordagem integrada da saúde, em que o corpo e a mente são indissociáveis, e destaca o contributo da Fisioterapia para a promoção do bem-estar físico e emocional.

Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

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