Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes: a resiliência começa em casa

Assinala-se hoje, a 13 de outubro, o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, uma data promovida pelas Nações Unidas para reforçar uma cultura global de prevenção, preparação e redução do risco.

Em 2026, a campanha internacional tem como tema “Resilience Starts at Home” — “A resiliência começa em casa” — e coloca a habitação e os agregados familiares no centro da construção de comunidades mais resilientes. A mensagem é clara: todas as pessoas devem poder viver numa casa segura, acessível e capaz de responder aos riscos existentes no território.

A casa é o lugar onde procuramos proteção e segurança, mas pode também tornar-se um dos primeiros espaços afetados quando ocorrem cheias, temperaturas extremas ou outros fenómenos adversos. Reduzir o risco passa, por isso, por conhecer os perigos existentes, reforçar a segurança das habitações, garantir informação acessível e assegurar que os sistemas de alerta chegam às famílias, são compreendidos e permitem uma resposta atempada.

A campanha deste ano sublinha ainda que a resiliência não depende apenas das escolhas individuais. Planeamento urbano e territorial, normas de construção, investimento em habitação segura e participação das comunidades são também determinantes para reduzir vulnerabilidades e proteger vidas, meios de subsistência e o futuro das populações.

A preparação para catástrofes inclui igualmente a capacidade dos sistemas de saúde para responder a novas necessidades sem interromper cuidados essenciais. A Organização Mundial da Saúde alerta que as emergências podem provocar um aumento significativo das necessidades de reabilitação e, simultaneamente, comprometer o acesso a serviços já existentes. Por esse motivo, a reabilitação deve ser integrada na preparação, resposta e recuperação em situações de emergência.

Os fisioterapeutas podem integrar estas respostas, contribuindo para prevenir complicações, promover a recuperação funcional das pessoas afetadas e assegurar a continuidade dos cuidados de quem já necessita de reabilitação.

Neste Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, a Ordem dos Fisioterapeutas associa-se à mensagem de 2026 e recorda que a preparação começa também em casa.

Neste contexto, a Ordem volta a disponibilizar o folheto informativo “Fisioterapia em Contexto de Emergência”, que reúne orientações práticas destinadas a reforçar a preparação, a segurança e a autonomia das famílias em situações críticas. Consulte o folheto “Fisioterapia em Contexto de Emergência”.

 

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Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

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