Dia Mundial da Prevenção de Quedas: cuidar hoje para evitar quedas amanhã

Assinala-se hoje, 24 de junho, o Dia Mundial da Prevenção de Quedas, uma data que constitui uma oportunidade para alertar para os riscos associados às quedas e para a importância de estratégias eficazes de prevenção.

A prevenção de quedas continua a ser uma prioridade de saúde pública reconhecida internacionalmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as quedas são a segunda causa de morte por lesão não intencional a nível mundial, estando associadas, todos os anos, a centenas de milhares de mortes e a milhões de episódios que exigem cuidados médicos. O impacto é particularmente significativo nas pessoas mais velhas, entre as quais o risco de lesão grave, perda de autonomia e institucionalização é mais elevado.

Embora possam ocorrer em qualquer idade, as quedas assumem especial relevância no envelhecimento, pela sua associação a fraturas, medo de cair, limitação da mobilidade e perda de independência. Neste contexto, prevenir é fundamental.

A evidência científica mostra que muitas quedas podem ser prevenidas. A educação para o risco, a promoção da atividade física, a melhoria das condições do ambiente e a identificação precoce de fatores de risco são componentes essenciais dessa prevenção.

A intervenção do fisioterapeuta procura promover a melhoria do equilíbrio, da força muscular, dos ajustes posturais, da flexibilidade e da capacidade funcional, contribuindo para uma maior segurança na mobilidade e para a manutenção da autonomia e da participação nas atividades da vida diária.

A Ordem dos Fisioterapeutas associa-se a esta data, sublinhando o papel da Fisioterapia na avaliação do risco de queda, na orientação de programas de exercício adaptados a cada pessoa e na promoção de estratégias concretas para prevenir quedas e preservar a mobilidade, a segurança e a autonomia ao longo da vida.

Descarregue aqui uma apresentação com recomendações práticas de prevenção, centradas na redução de riscos em casa, na atividade física, na atenção à visão e à medicação, no uso de roupa e calçado adequados e no recurso ao fisioterapeuta, enquanto profissional de saúde com competências na avaliação do risco de queda e na orientação de estratégias preventivas.

As quedas não acontecem por acaso.
Avaliar. Exercitar. Prevenir.

Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

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