Dia Mundial da Prematuridade: dar aos bebés prematuros um começo seguro para um futuro mais brilhante

O Dia Mundial da Prematuridade assinala-se a 17 de novembro e tem como objetivo sensibilizar para o impacto do nascimento prematuro, reforçando a importância de melhorar os cuidados prestados aos bebés e o apoio às suas famílias.
 
Sob o lema “Dar aos bebés prematuros um começo seguro para um futuro mais brilhante”, a edição de 2025 apela a uma ação concertada para garantir que todos os bebés nascidos antes do tempo tenham acesso aos cuidados de saúde, ao acompanhamento e ao ambiente de que necessitam para crescer e desenvolver-se de forma saudável.
 
Este tema inspira-se no mote do Dia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde “Inícios saudáveis, futuros esperançosos” e reflete o compromisso global de assegurar que cada bebé prematuro tem o melhor começo de vida possível.
A Ordem dos Fisioterapeutas associa-se a esta data, destacando o papel da Fisioterapia em Pediatria no apoio ao desenvolvimento motor, na prevenção de complicações respiratórias e musculoesqueléticas e na promoção do vínculo entre pais e bebés.
 
A intervenção do Fisioterapeuta é essencial para:

• apoiar o desenvolvimento global do bebé prematuro;
• promover o conforto e a estabilidade durante o internamento;
• capacitar os pais e cuidadores, ajudando-os a compreender e a participar nos cuidados diários;
• garantir a continuidade dos cuidados após a alta hospitalar, acompanhando o crescimento e a funcionalidade da criança.
 
Neste dia, a cor roxa volta a ser o símbolo universal da prematuridade, representando a sensibilidade e a singularidade de cada bebé. O site da Ordem dos Fisioterapeutas apresenta-se, por isso, com esta cor, em sinal de apoio e sensibilização para esta causa.

Dia Mundial da Diabetes 2025: conhecer mais e agir mais pela diabetes no trabalho

O Dia Mundial da Diabetes assinala-se a 14 de novembro, uma data instituída em 1991 pela Federação Internacional da Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em memória de Frederick Banting, um dos responsáveis pela descoberta da insulina. Este dia tem como objetivo sensibilizar para o impacto crescente da diabetes, reforçar a importância da prevenção e promover ambientes de vida e de trabalho mais saudáveis.

Sob o lema “Diabetes e bem-estar no trabalho”, a campanha de 2025 apela a empregadores e trabalhadores de todo o mundo para “saberem mais e fazerem mais pela diabetes no trabalho”, promovendo espaços laborais inclusivos, informados e solidários. Milhões de pessoas enfrentam diariamente desafios na gestão da diabetes no contexto profissional, desde o estigma e a discriminação à dificuldade em equilibrar os cuidados de saúde com as exigências laborais, o que tem um impacto direto no bem-estar físico e psicológico.

De acordo com a IDF, 7 em cada 10 pessoas com diabetes estão em idade ativa; 3 em cada 4 vivem com ansiedade, depressão ou outra perturbação de saúde mental associada à doença; 4 em cada 5 relatam exaustão ou burnout relacionados com a gestão diária da diabetes.

Em 2025, estima-se que 589 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com diabetes e este número poderá atingir 853 milhões até 2050. Em Portugal, afeta cerca de 1,4 milhões de pessoas, o que representa 14,2% da população entre os 20 e os 79 anos, de acordo com o Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes.

A Ordem dos Fisioterapeutas sublinha que o combate à diabetes deve assentar numa abordagem multidimensional, que combine prevenção, educação, capacitação e reabilitação funcional, garantindo uma resposta integrada e sustentável.

A Fisioterapia tem um papel determinante em todas as fases da doença:

  • contribui para a prevenção primária, promovendo a atividade física, a educação para a saúde e a redução do sedentarismo;
  • apoia a capacitação das pessoas em risco e das que vivem com diabetes, reforçando o conhecimento sobre a doença e as estratégias para a sua gestão diária;
  • intervém de forma direcionada para prevenir complicações como alterações circulatórias, úlceras nos pés, doenças renais crónicas ou limitações musculoesqueléticas;
  • e atua na promoção da mobilidade, da funcionalidade e da autonomia, prevenindo situações mais graves, como as amputações.

Para a generalidade da população e para as pessoas em risco de desenvolver diabetes, o foco da intervenção fisioterapêutica é a consciencialização e educação sobre os fatores de risco e os instrumentos essenciais à sua prevenção. Já nas pessoas com diabetes diagnosticada, a capacitação e o acompanhamento contínuo são essenciais para melhorar a autogestão da condição e reduzir o risco de complicações graves.

Ao trabalhar em articulação com outros profissionais de saúde, o fisioterapeuta contribui de forma decisiva para melhorar a qualidade de vida, prevenir incapacidades e apoiar a integração plena na vida ativa.

Neste Dia Mundial da Diabetes, a Ordem dos Fisioterapeutas junta-se ao apelo global para “conhecer mais e agir mais pela diabetes no trabalho”, reafirmando o compromisso com a promoção da saúde, o bem-estar e a inclusão das pessoas com diabetes, em todos os contextos da sua vida pessoal e profissional.

Dia Mundial do AVC: Fisioterapia salva vidas e melhora a qualidade de vida

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), continua a ser a principal causa de morte e de incapacidade em Portugal, com cerca de 25 mil casos anuais e três ocorrências por hora. Destas, pelo menos uma pessoa morre e outra fica com sequelas, muitas vezes em idade ativa. No Dia Mundial do AVC, assinalado a 29 de outubro, a Ordem dos Fisioterapeutas reforça a importância da prevenção, da reabilitação e da criação de percursos assistenciais estruturados, que garantam acesso equitativo à Fisioterapia em todas as fases da doença.

O AVC afeta sobretudo pessoas em idade ativa, exigindo uma abordagem integrada que começa na prevenção primária. A Fisioterapia assume um papel central neste domínio, contribuindo para a promoção da atividade física, avaliação da aptidão funcional, a gestão de factores de risco e educação para a saúde, ao longo do ciclo de vida. A prática regular de exercício físico, a alimentação equilibrada, o controlo da hipertensão e da diabetes, a cessação tabágica e a redução do consumo de álcool podem prevenir até 80% dos AVC.

Na fase pós-aguda, a intervenção dos Fisioterapeutas é determinante para recuperar mobilidade, funcionalidade e autonomia, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas. A reabilitação deve ser precoce, intensiva e adaptada às necessidades individuais, envolvendo também familiares e cuidadores para garantir uma recuperação segura e sustentável.

A realidade atual, porém, mostra que apenas 30% dos sobreviventes de AVC em Portugal têm acesso a cuidados de reabilitação intensivos, e cerca de 65% não recebem acompanhamento multiprofissional adequado. A Ordem dos Fisioterapeutas defende, por isso, a implementação de um percurso assistencial claro e estruturado, que permita acesso direto e rápido à Fisioterapia e assegure continuidade de cuidados desde o internamento hospitalar até à reabilitação na comunidade.

O reforço dos recursos humanos em Fisioterapia, a melhoria da articulação entre níveis de cuidados e a criação de modelos inovadores, como a “Via Verde à Fisioterapia” ou o “Cheque Fisioterapeuta”, são medidas fundamentais para salvar vidas, reduzir incapacidades e promover a recuperação funcional.

O Dia Mundial do AVC é uma oportunidade para renovar o compromisso com políticas públicas que coloquem a prevenção e a recuperação funcional no centro das prioridades da saúde em Portugal. A Fisioterapia é essencial neste caminho — desde a prevenção à reabilitação —, ajudando a transformar sobrevivência em qualidade de vida.

Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador.
Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.