A Fisioterapia assume um papel decisivo na promoção de boas práticas sustentáveis

A Ordem dos Fisioterapeutas lança a campanha de sensibilização “Sustentabilidade Em Ação”, destacando o contributo da profissão para a mitigação das alterações climáticas e a promoção de práticas sustentáveis em saúde. A campanha sublinha a importância da integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no exercício profissional e reforça o papel dos fisioterapeutas na resposta à crise ambiental.

A World Physiotherapy publicou uma Declaração de Política que reconhece a interligação entre as alterações climáticas e a saúde, alertando para os impactos devastadores do aquecimento global sobre as populações. Segundo a organização, o setor da saúde é responsável por cerca de 4,6% das emissões globais, sendo, por isso, urgente adotar medidas que reduzam a sua pegada ambiental. A Fisioterapia, por estar intrinsecamente ligada à promoção da saúde e bem-estar, pode e deve assumir uma posição ativa nesta transformação.

Neste contexto, a WP identifica várias estratégias pelas quais os fisioterapeutas podem contribuir para um futuro mais sustentável. Entre elas, destaca-se a adoção de práticas clínicas com menor impacto ambiental, como a gestão consciente dos recursos utilizados e o incentivo ao transporte sustentável. A educação e sensibilização dos utentes para a influência do ambiente na saúde, bem como a promoção da funcionalidade e da adaptação às condições impostas pelas alterações climáticas, são igualmente prioridades.

A colaboração com outros profissionais de saúde e entidades da comunidade, visando a criação de políticas de mitigação e adaptação ambiental, completa o conjunto de recomendações proposto pela WP. Estas medidas contribuem não só para a sustentabilidade do planeta, mas também para a equidade no acesso aos cuidados e a resiliência dos sistemas de saúde perante desafios emergentes.

A Ordem dos Fisioterapeutas reforça o seu compromisso com a adoção de práticas ambientais responsáveis, pautadas por metas mensuráveis e baseadas em evidência científica que contribuam para a redução do impacto dos serviços de saúde no ambiente. A profissão tem, assim, um papel incontornável na construção de soluções sustentáveis que preservem a saúde das pessoas e do planeta.

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Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

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