A Ordem dos Fisioterapeutas aprovou o Parecer 0001.2026.P.B — Utilização de Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais na Prestação de Cuidados de Fisioterapia.
O parecer estabelece que a evolução tecnológica, incluindo soluções digitais, telessaúde e inteligência artificial, pode reforçar a acessibilidade, a monitorização e a continuidade dos cuidados de Fisioterapia.
A adoção destas tecnologias deve respeitar a natureza própria da Fisioterapia, preservando a qualidade, a segurança, a autonomia técnico-científica e a responsabilidade profissional.
O documento sublinha que a tecnologia deve assistir e complementar a intervenção do fisioterapeuta, mas não pode substituir a sua avaliação, o juízo clínico, a definição de objetivos, o planeamento, a monitorização e a decisão sobre a adequação dos cuidados.
Qualquer modelo que integre tecnologia digital ou inteligência artificial deve assegurar supervisão profissional identificável, responsabilidades claras, proteção de dados, segurança, referenciação adequada e equidade no acesso.
Esta posição aplica-se a modelos internos, convencionados, externalizados ou contratados em outsourcing, sempre que interfiram com atos, processos ou resultados próprios da Fisioterapia.