Fisioterapia em Oncologia: mais qualidade de vida em todas as fases da doença

Assinala-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, criado em 2000 pela União Internacional de Controlo do Cancro (UICC), com o objetivo de alertar a população para a prevenção, o diagnóstico precoce e a importância de um acesso justo e equitativos aos cuidados de saúde. A Ordem dos Fisioterapeutas associa-se a esta data, reforçando o papel da Fisioterapia na promoção da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida das pessoas com diagnóstico oncológico.

 

O cancro continua a afetar milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, têm-se registado, a cada ano, cerca de 60 mil novos casos, com um impacto que ultrapassa a dimensão física da doença, influenciando também o bem-estar emocional, social e familiar das pessoas com diagnóstico oncológico.

 

Entre 2025 e 2027, esta efeméride é enquadrada pela campanha internacional “United by Unique”, que defende modelos de cuidados mais centrados na pessoa, reconhecendo que cada experiência com cancro é única e que os cuidados de saúde devem ser integrados, com empatia e humanização, respondendo às necessidades físicas, emocionais e sociais de cada indivíduo ao longo de todo o percurso da doença..

 

A Fisioterapia em Oncologia assume um papel fundamental ao longo de todo o percurso de cuidados. A intervenção dos fisioterapeutas contribui para a melhoria da qualidade de vida, a recuperação funcional e a promoção da autonomia das pessoas com doença oncológica, desde a prevenção e pré-habilitação até à reabilitação, pós-tratamento e apoio na fase de sobrevivência e, quando necessário, às fases mais avançadas da doença.

 

A intervenção da Fisioterapia inclui:

 

  • Prevenção – Promoção de estilos de vida saudáveis, prática de exercício físico e gestão do peso;
  • Pré-habilitação – Prevenção e tratamento de complicações associadas às terapias oncológicas;
  • Reabilitação – Restauração e maximização da função;
  • Durante os tratamentos oncológicos – Vigilância funcional contínua;
  • Fase avançada – Melhoria da qualidade de vida em todas as fases;
  • Sobrevivência – Apoio à reintegração social e ocupacional.

 

O fisioterapeuta intervém de forma integrada, baseada em evidência científica, em articulação com equipas multidisciplinares, garantindo cuidados humanizados e personalizados.

Neste Dia Mundial de Luta contra o Cancro, a Ordem reforça a importância de cuidados justos, acessíveis e centrados na pessoa, onde a Fisioterapia é determinante na promoção da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.

Porque cuidar do cancro é também cuidar da pessoa, em toda a sua singularidade.

Facebook
LinkedIn
Email

Pedro Maciel Barbosa

Fisioterapeuta-especialista na Unidade Local de Saúde de Matosinhos Sub-coordenador para os Cuidados de Saúde Primário, Unidade Local de Saúde de Matosinhos Professor Adjunto-Convidado na Escola Superior de Saúde do Porto Membro do Conselho de Administração da Fundação para a Saúde – SNS Membro do Conselho Geral da Ordem dos Fisioterapeutas

Carlos Areia

Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.

Eduardo José Brazete Carvalho Cruz

Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).

Sara Souto Miranda

Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.

Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador.
Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.