No dia 30 de setembro de 2026, a Ordem dos Fisioterapeutas assinala o seu 7.º aniversário com a realização de cinco eventos regionais, promovidos pelas Direções Regionais Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores.
Esta edição do Dia da Ordem é dedicada à reflexão sobre o valor da Fisioterapia para os cidadãos e para o sistema de saúde. Mais do que contabilizar atos, procedimentos ou sessões, importa compreender o impacto real da intervenção do fisioterapeuta na funcionalidade, autonomia, qualidade de vida e participação social das pessoas.
Ao longo dos cinco eventos regionais, a Ordem propõe uma discussão sobre a forma como a Fisioterapia contribui para melhores resultados em saúde, para uma organização mais adequada dos cuidados e para respostas mais próximas das necessidades das pessoas.
A partir de uma componente comum, com intervenções institucionais e científicas gravadas, e de mesas-redondas dinamizadas em cada Região, o Dia da Ordem 2026 pretende afirmar uma visão moderna, rigorosa e orientada para resultados, valorizando o papel dos fisioterapeutas na promoção da saúde, na reabilitação, na prevenção da incapacidade e na sustentabilidade dos cuidados.
O debate sobre valor em saúde assume hoje uma relevância central para a sustentabilidade, qualidade e equidade dos sistemas de saúde. Mais do que contabilizar atos, procedimentos ou volumes de produção, importa compreender o impacto real das intervenções na vida das pessoas, na sua funcionalidade, autonomia, qualidade de vida e participação social.
Neste contexto, o valor em Fisioterapia deve ser analisado a partir dos resultados alcançados para os cidadãos e para o sistema de saúde. Esta perspetiva pode ser concretizada em diferentes áreas clínicas onde o mesmo já foi demonstrado, como por exemplo na dor lombar, pela melhoria da funcionalidade e da qualidade de vida; na osteoartrose da anca e do joelho, pela redução da dor e melhoria da função; no AVC, pelo ganho funcional e recuperação da autonomia; na DPOC, pela melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida; e na prevenção de quedas, pela redução do risco e promoção da segurança da pessoa.
A discussão proposta pretende, assim, contribuir para uma visão mais exigente e transformadora da organização dos cuidados, uma visão em que a Fisioterapia é valorizada não pelo número de atos realizados, mas pelo valor clínico, funcional, social e económico dos resultados que produz. Exemplos como o acesso atempado, a intensidade adequada da intervenção, a continuidade dos cuidados e a existência de recursos compatíveis com as necessidades das pessoas ajudam a demonstrar que o valor depende também da forma como os cuidados são organizados e disponibilizados.
O Valor da Fisioterapia para os cidadãos e para o sistema de saúde.
Percursos Clínicos em Fisioterapia: do acesso à diferenciação dos cuidados.
Fisioterapia, inovação e futuro da profissão.
A Ordem dos Fisioterapeutas foi criada pela Lei n.º 122/2019, de 30 de setembro. Desde então, nessa data, a Ordem assinala o seu aniversário, completando 7 anos em 2026. Ao longo dos anos, o Dia da Ordem tem sido celebrado através de diferentes iniciativas institucionais, sempre com o propósito de valorizar a Fisioterapia e reforçar a proximidade da Ordem com a sociedade.
2026
No seu 7.º aniversário, a Ordem assinala o Dia da Ordem com cinco eventos regionais, promovidos pelas Direções Regionais Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores.
2025
O aniversário da Ordem é assinalado através de uma parceria editorial com o Observador, que incluiu quatro artigos, uma talk e conteúdos digitais e radiofónicos.
2024
O Dia da Ordem é assinalado com uma iniciativa aberta ao público no Campo Pequeno.
2023
A Ordem assinala publicamente a efeméride com a realização de um evento institucional no Centro Cultural de Belém.
2019
É publicada a Lei n.º 122/2019, de 30 de setembro, que cria a Ordem dos Fisioterapeutas e aprova o respetivo Estatuto.


























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Carlos Areia é fisioterapeuta desde 2013, e trabalhou em vários hospitais, clínicas e clubes tanto em Portugal como no Reino Unido. Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Oxford em 2016, onde liderou um ensaio clínico a comparar Fisioterapia VS cirurgia em lesões do cruzado anterior em 32 hospitais de Inglaterra. Em 2018 mudou-se para o departamento de neurociências, onde desenvolveu os seus próprios estudos em monitorização remota de sinais vitais, que foram implementados durante a pandemia. Aqui descobriu a sua paixão pelos dados, e em 2022, juntou-se à Digital Science como Data Scientist. Concluiu o seu PhD no início deste ano, e junta mais de 60 publicações em revistas como a The Lancet, BMJ, Cochrane, entre outras. É também palestrante honorário na Oxford Brookes University e consultor em investigação clínica.
Doutorado em Fisioterapia, pela Universidade de Brighton, UK. Pós-Doutoramento na especialidade de Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Coordenador do Gabinete de Estudos e Planeamento da Ordem dos Fisioterapeutas. Professor Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESS-IPS). Presidente do Conselho Técnico-Científico da ESS-IPS. Coordenador do Departamento de Fisioterapia da ESS-IPS. Investigador Integrado do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) (parceria FCM-UNL, Escola Nacional de Saúde Publica, Universidade de Évora, Lisbon Institute of Global Mental Health e Hospital do Santo Espírito, Ilha Terceira, Açores).
Sara Souto Miranda é licenciada e mestre em fisioterapia pela Universidade de Aveiro, e detentora de pós-graduação em fisioterapia respiratória do adulto certificada pela mesma instituição. Completou em 2023 o seu doutoramento duplo em Ciências da Reabilitação/Saúde, Medicina e Ciências da Vida pelas Universidades de Aveiro e Maastricht (Países Baixos) e encontra-se atualmente a exercer funções como assessora técnico-científica do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) da Ordem dos Fisioterapeutas, e como professora convidada do Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia. Enquanto membro do Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória da Universidade de Aveiro (Lab3R), exerceu atividade de investigação aplicada onde avaliou e tratou doentes com patologia respiratória, tendo participado em 6 projetos de investigação. Ao longo do seu percurso publicou 19 artigos científicos em revistas internacionais revistas pelos pares com fator de impacto, 1 capítulo de livro, e mais de 50 resumos em atas de conferências. Foi voluntária de investigação no centro de reabilitação Ciro (Center for expertise in chronic organ failure) nos Países Baixos, e é atualmente membro da Guideline Methodology Network da European Respiratory Society. Foi distinguida pela European Lung Foundation e European Respiratory Society por desenvolver investigação centrada no doente, pela Direção Geral de Ensino Superior com uma bolsa de mérito relativa ao seu mestrado, e pelo centro Ciro com uma bolsa destinada ao apoio à investigação no estrangeiro.